REFLEXÃO DE DIA DAS MÃES


Por mais comercial que uma data possa ser, cabe a nós imprimirmos os significados mais importantes que ela possa ter.


Hoje acordei reflexivo sobre esse Dia das Mães.


Pensei obviamente na minha mãe, que me deu a oportunidade de existir, participar dessa tragédia chamada humanidade e desfrutar desse planeta maravilhoso que estamos fodendo.


Não poderia deixar de pensar na minha avó, que me criou como filho e me deu o melhor de si, para que eu pudesse ser algo próximo de um ser humano digno do exemplo e de todos os sacrifícios que ela fez ao longo da vida.


Lembrei da minha bisavó, que se foi faz alguns anos, com algumas lágrimas nos olhos, da sua última festa de aniversário, com todos os filhos, netos, bisnetos e até tataranetos, me recordo de ter ficado alguns minutos olhando pra ela impressionado, aquela senhora pequena, aparentemente frágil, e todas aquelas pessoas que estavam lá, algo em torno de uma centena, eu só conseguia pensar:


“Caralho!!! Todo mundo aqui na porra dessa festa só existe porque aquela velhinha ali existe...”


Quanta vida ela espalhou pelo mundo? Quantas histórias aconteceram por meio de seus descendentes? Qual impacto uma única mãe causa na história da humanidade ou de um único país?


É o que penso quando me lembro dela. E da saudade que sinto em dar um abraço naquele corpo frágil e envelhecido pelo peso da vida, dos anos e de todo sofrimento que ela passou, do cheiro de cigarro impregnado nela, que fumou desde os 6 anos de idade, de escutar ela dizendo:


“Que abraço gostoso meu filho! Estava precisando tanto de um abraço desse!”


Abraçá-la era como abraçar a própria vida, e só consigo chorar ao refletir que nunca mais vou abraçá-la.


Também penso na minha esposa e mãe dos meus dois filhos, e o que sinto é gratidão e felicidade por ter feito com muito amor, dois seres humanos bonitos, saudáveis e inteligentes, com uma das melhores amigas que já tive na minha vida, que não por acaso é a melhor mãe que eles poderiam ter.


Sou grato à vida por todas às figuras maternas que tive, nunca me faltou uma mãe quando precisei, das minhas vizinhas que me viram nascer, minhas tias, mães de amigos, professoras e tantas outras que não caberiam aqui.


Mãe é vida!


Queria falar da galera que veio com um papo esquisito algum tempo atrás, de abolir esse conceito ou palavra, e não consigo pensar nada muito elaborado, além de um VÃO SE FODER!


Texto de Maio de 2020

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