ARBORICÍDIO NO GAMA OESTE CAUSA INDIGNAÇÃO EM MORADORES

Na manhã de hoje (26/01) árvore foi cortada no caule na Quadra 14 do Setor Oeste provocando reações da comunidade

Por Juan Ricthelly


“Estou muito triste por ver que cortaram uma árvore linda e saudável que trazia uma sombra adorável e quantos passarinhos cantavam alegres todas as manhãs com esse aquecimento na terra o certo é plantar mais árvores e porque a Administração do Gama estão cortando?

Porque o Administrador do Gama não manda tampar os buracos nas pistas e limpar os becos que é uma obrigação deles?”


E assim começa o relato de indignação de Janilva Rocha (59 anos), moradora da Quadra 14 do Oeste e do Gama desde 1967, quando chegou vinda de Minas Gerais aos 5 anos de idade, e aqui foi onde passou sua infância, juventude, constituiu família, viu os filhos nascerem, crescerem e lhes darem netos de presente.


Começo ressaltando esses pontos para deixar evidentes os vínculos e laços comunitários legítimos, que existem entre o lugar e a pessoa que vivencia esse lugar, pois somente compreendendo esse sentimento de pertencimento, é possível compreender como o corte de uma simples árvore afeta as pessoas que a viram crescer, ganhar forma, fazer uma sombra frondosa, abrigar pássaros e se converter em um ente querido de sua rua ou quadra.


Quem não vive ou viveu algo assim, possui dificuldade de compreender essa relação, o que para alguns é só uma árvore, para outros é um bem comum, que oferecia serviços ambientais e proporcionava qualidade de vida, seja por meio do efeito estético que uma árvore naturalmente causa, da sensação gostosa que é estar à sua sombra, do oxigênio e limpeza do ar que ela faz de graça, da capacidade de amenizar a sensação de calor nos períodos de seca, da orquestra que as aves abrigadas em seus galhos promovem todas as manhã anunciando um novo dia, então não, não é só uma árvore, é um ente daquela comunidade e do sentimento de pertencimento que ali existe.


Então quando o Poder Público promove de forma arbitrária e sem qualquer diálogo com aquela comunidade, algo como o corte de uma árvore, não é nenhum exagero dizer que algumas pessoas se sentirão agredidas, como foi no presente caso.


E diante do fato consumado, não resta muito o que fazer infelizmente, além de registrar e questionar o responsável sobre os motivos desse arboricídio na Quadra 14, era realmente necessário cortar a árvore no caule? Uma poda não resolveria o problema? Outras árvores serão plantadas no local?


Faremos tais questionamentos por meio dos canais oficiais e invocando a lei de acesso à informação, pois o mínimo que pode ser oferecido à comunidade no momento são respostas e solidariedade.


Descanse em paz Ficus benjamina!


Quando uma árvore é cortada ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer quero ir para esse lugar, onde as árvores vivem em paz. Tom Jobim

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